Café na pandemia: as mudanças nos hábitos de consumo

O consumo de café em casa aumentou e provavelmente deve se manter em alta por conta da pandemia.

Ah, o café na pandemia. Em meio a uma situação tão inesperada e prejudicial para toda a sociedade, nada como um momento de paz, calmaria, tranquilidade e relaxamento acompanhado de uma boa xícara de café.

Quando se pensa em café de qualidade, é comum associar, quase de imediato, às cafeterias, estabelecimentos que prezam por entregar uma experiência diferenciada e personalizada. Porém, elas tiveram que manter suas portas fechadas ou migrar seus serviços para o delivery.

Com isso, a solução foi passar a consumir o café em casa. Afinal, se não podemos ir de encontro a essa bebida tão deliciosa, nada impede que ela venha até nós, não é?

Nem a quarentena e a pandemia foram capazes de impedir o consumo de café. De acordo com a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), o consumo da bebida aumentou 35% no mês de março de 2020, mês em que as medidas de quarentena começaram a ser aplicadas no país.

O comportamento, inclusive, se repetiu em outras partes do mundo. De acordo com a NCA (National Coffee Association, a Associação Nacional de Café dos Estados Unidos), uma pesquisa mostrou que os americanos estão bebendo mais café em casa durante a pandemia.

A COVID-19, inclusive, não mudou quanto café os americanos bebem (aproximadamente 3 copos por dia por “bebedor” de café) e nem a frequência com que isso ocorre (6 a cada 10 americanos bebem café todos os dias).

Além disso, 75% dos bebedores de café afirmaram que a pandemia não mudou o seu consumo de café, e para os que mudaram os hábitos, a maioria disse ter preparado mais café em suas casas.

Por outro lado, ainda de acordo com a NCA, aproximadamente 20% menos americanos tomaram café fora de casa devido aos estabelecimentos que foram fechados por conta da pandemia.

Esses números são muito significativos e mostram que o café na pandemia não foi deixado de lado (e provavelmente não será mesmo depois dela), mas que os hábitos de consumo devem mudar, com um destaque para o café em casa – que, inclusive, pode ter tanta qualidade quanto nas melhores cafeterias.

Continue conosco para entender como está acontecendo essa mudança no consumo de café e o que você, apreciador de uma boa xícara de café, pode replicar uma experiência tão especial no conforto da sua casa.

Como o consumo de café foi impactado pela pandemia?

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Em suma, pelas medidas de prevenção adotadas, da tendência do Home Office ao fechamento de estabelecimentos não essenciais.

Lembrando rapidamente, a quarentena se iniciou no estado de São Paulo no dia 24 de março de 2020. A partir daí, as medidas foram replicadas em vários outros estados do país, cujas consequências são vistas até hoje, com limitação de horários e uma menor circulação nas ruas do que acontecia anteriormente.

As medidas foram mudando desde então, com várias estratégias adotadas para tentar conter a disseminação do SARS-CoV-2, vírus causador da COVID-19, e voltando para os dias de hoje, ainda não temos um cenário igual ao que tínhamos antes da pandemia – ou sequer sabemos quando isso acontecerá.

Neste intervalo de mais de 330 dias, é fato que o consumo de café não pôde esperar. Afinal, quem aprecia a bebida sabe do seu valor e de como ela ajuda a lidar com momentos desafiadores, como a pandemia.

Porém, ao mesmo tempo em que o consumo de café não parou, os amantes de um café de qualidade, como os servidos nas melhores cafeterias, também não queriam deixar de ter essa experiência gastronômica diferenciada, a qual teria que ser reduzida ao preparo de um “café comum”.

Foi aí que entrou uma grande transformação do café na pandemia: o café em casa, mas preparado com tanta qualidade, sabor e aroma como nas grandes e conhecidas cafeterias.

Os consumidores passaram a adquirir produtos e insumos que os permitissem replicar essa experiência em seus lares. Assim, mesmo sem ter que sair de casa, o mesmo café delicioso, aromático e rico em sabor poderia continuar a fazer parte da sua rotina.

Prova disso são os dados da NPD Group sobre os efeitos da pandemia ao estilo de vida em casa. De acordo com eles, de 29 de março a 27 de junho de 2020, foram vendidos mais de 1 milhão de máquinas de café e expresso na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em outras palavras, isso significa que a cada um dos dias citados, foram vendidas quase 11 mil máquinas de café a mais que no período anterior, o que deixa claro como o café em casa se transformou em um refúgio para quem não queria abrir mão de sua bebida.

Torrefações e fazendas acompanharam o movimento

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Fazendas cafeeiras, bem como as micro e pequenas torrefações, tinham nas cafeterias alguns de seus principais clientes. Porém, com a pandemia e as restrições de abertura, o consumo do café fora de casa naturalmente caiu.

Para reduzir o impacto financeiro, esses negócios passaram a oferecer seus produtos diretamente para o consumidor final. Afinal, os bebedores de café continuaram a existir e apresentar a demanda pelo produto, a diferença estava no local em que este consumo estava acontecendo.

O aumento no número de vendas de máquinas e equipamentos para a preparação de café na pandemia aliado à oferta do grão ou do pó diretamente para os consumidores finais resultou em uma combinação muito interessante, que descortinou uma realidade que tende a crescer cada vez mais: o café em casa.

Do café na pandemia ao café em casa: uma mudança nos hábitos de consumo

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Hoje em dia, são muitos métodos de preparo de café disponíveis, o que é um regalo para os apreciadores da bebida, e se o preparo do café em casa com a mesma qualidade das cafeterias já pareceu algo distante, hoje a realidade é completamente diferente.

Como já comentamos em nosso conteúdo sobre a Quarta Onda e o futuro do café, os consumidores ganharam protagonismo, deixando de aparecer apenas no final da cadeia de consumo e passando a participar ativamente da preparação da bebida.

Com tanto conhecimento confiável e relevante disponível atualmente, aliado às máquinas e equipamentos que permitem replicar a magnificência do café das cafeterias nos lares dos consumidores, a tendência é de que este movimento se mantenha em alta por muito tempo.

Mesmo quando o “novo normal” se encaminhar mais para o “antigo normal” a que estávamos acostumados, é certo que a experiência social e afetiva das cafeterias não será substituída por completo, mas os consumidores terão a possibilidade de desfrutar de uma bebida de qualidade em casa, a qualquer momento.

Ainda que a oferta do café das micro e pequenas torrefações, assim como das fazendas, se volte novamente às cafeterias, os consumidores já saberão onde podem encontrar os insumos para preparar o que quiserem. Afinal, preparar um café expresso em casa também tem o seu valor.

Se você também seguiu este caminho em relação ao café na pandemia e agora olha com ainda mais carinho para o café em casa, saiba que a cafeteira portátil e os demais produtos da Pressca são ideais para o que procura. Assim, os melhores métodos de preparo de café estarão apenas a alguns passos de distância.

 

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